quinta-feira, 8 de março de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
um amigo
MEU AMIGO
Há uma letra de música popular brasileira que diz assim: “gostei de uma criatura sem moral sem compostura sem coração sem pudor” , a outra em esta diz “ você abusou, tirou partido de mim, abusou”.E meu amigo, sempre que podia , lembra-se dessas canções, não,as cantava, mas recitava os seus versos magoados, e o fazia,naturalmente, cheio de mágoas. Nunca o vi rancoroso,somente a tristeza saltava dos seus olhos lânguidos.
Nunca falou de ninguém, jamais citou nomes, mas todos nós, seus amigos e colegas de trabalho sabíamos de quem se tratava e vinha-nos à memória algumas palavras que definiam com mais ou menos precisão os seus sentimentos de dor e de melancolia.Sobretudo de ingratidão.
E eu quedava a matutar sobre a ingratidão.Que coisa má,perversa, triste, dolorosa é a ingratidão.A ingratidão envolve o mais torpe dos procedimentos humanos, pois envolve a traição, o enganar, o tirar proveito de modo falto,enganoso, aproveitar-se da própria falta de caráter (HOUAISS).
Considerando – se a paridade com o criminoso comum, o ingrato supera- o pela falsidade, pelo modo cruel como age, por que assassino retira a vida terrena, mas o ingrato destrói os sentimentos, aniquila irremediavelmente a alma, esta sim, imagem divina que habita nosso corpo. Destrói , não no sentido físico até porque o espírito é indestrutível,mas submete-o a tortura de tal sorte dolorosa e infamante, que a recuperação jamais poderá ser recuperada.
Além disso, a ingratidão não investiga , não quer saber de razões, de motivos, ela existe por si mesma. É só e simplesmente para fazer o mal, destruir, maltratar É o verdadeiro sadismo moral.é Brutus apunhalando o pai pelas costas com um punhal, enquanto abraça-o, é beijo de Judas, depois de obter de Cristo todas as graças.
Mas ninguém admira o traidor, mesmo os seus “amigos”, pois sabem que mais cedo ou mais tarde também serão traídos, a traição é uma doença sem cura, termina matando o próprio traidor, como ocorreu com Judas. Ama –se a traição, odeia-se o traidor.
O criminoso comum pode cometer o ato ilícito num momento impensado e até na perda momentânea da consciência.O ingrato, não, para perpetrar o mal , ele pensa, repensa, estuda, manipula a sua vítima, estuda todos os ângulo do procedimento da vítima até, qual serpente, dá bote certeiro,infalível, mortal, definitivo.
Eis o traidor.
Pensa-se, então, na vingança.Mas a vingança contra o traidor significa também cometer uma traição, diz meu amigo. Então diz meu amigo , e eu não sou traidor, graças a Deus e a ajuda aos meus pais, eu tenho caráter, consigo superar toda maldade, ele sempre repete com esperança os olhos fixos no céu.
Mas , então o moimento supremo da felicidade do traidor.Ter alguma notícia de ruim fato perverso ocorrido com a sua vítima.Ah! o traidor não se contenta dentro de si próprio, tem que anunciar a sua Vitório, qualquer vitória tudo vale. E você fica cada dia mais atônito, enlouquecendo.. . perguntando-se : por que? Não há resposta pois ela não existe, os paranóicos não precisam de razão, a razão é a sua mente doentia.
Detalhe importante: o traidor nunca age só.Há pelo menos mais dois colaboradores, também pessoas infelizes, um , geralmente mulher, chefia, idealiza, insufla, o outro quase sempre é “titia”, um homoafetivo velho e que não se aceita, precisa de maltratar alguém , não importa quem, atua nas sombras, às escondidas mesmo ido à residência da vítima , lá enchendo estômago vazio,. (pois já velho e aposentado, quase na miséria) precisa de comer. Come na casa da vítima à socapa, sob as benesses de sua colaboradora.
A vitória mesmo, como desejada, o esmagamento total do alvo da maldade, quase nunca vem, Deus não permite tanta perversidade, todavia, qualquer sofrimento impingido é uma vitória para o traidor. É a sua felicidade.
No mais, Deus toma conta.E até que a morte desfaça a quadrilha perversa, continuam maquinando as torturas que suas imaginações esquisofrênicas podem perpetrar.
Amem.
Euripedes Brito Cunha
13 de fevereiro de 2012
cia
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Último
É voz corrente que as palavras têm força. Têm sim, e têm porque têm, significado , têm uma razão para sua existência , para seu uso traduzem sentimento, alegria, tristeza, sofrimento, vitoria, derrota, sucesso e insucesso.
A palavra último diz muita coisa. E nessa linha lembro do filme a última sessão de cinema, quando um jovem assiste ao derradeiro filme exibido no cinema da pequena cidade do interior antes de partir para a invasão americana do Vietinã , a sensação de tristeza, de que alguma coisa está ficando para traz, sepultada na névoa dos tempos para nunca mais voltar.
O último trem que partiu da estação de Santo Antonio das Queimadas, cidade histórica que abrigava as forças expedicionárias que iam combater o beato Antonio Conselheiro, acusado sem qualquer razão de ser monarquista, quando, em verdade era mesmo um devoto, um beato, um crente nas forças do além e combateu até o completo e extremamente desumano extermínio dos seus seguidores.
O último adeus no caminho para deixar o corpo do amigo na chamada morada eterna, mesmo sabendo – se que naquela urna nada mais existe. Nada Somente pó, restos sem valor a serem lançados de volta ao pó, ao nada.
A última aula de um curso . A despedida dos colegas e dos professores que foram nossos companheiros durante meses ou durante anos nos nossos cursos de formação ou especialização.
O último abraço que é trocado com vizinhos e conhecidos por ocasião da mudança para uma cidade distante , outro pais, outro Estado.
O último beijo na mulher amada que encontrou um caminho melhor, um amor mais forte, e partiu para a felicidade que não podemos oferecer.
A última poesia escrita pelo poeta.O seu último sofrimento, o derradeiro amor,
O último romance que também foi a última inspiração do escritor.
O último dia de trabalho e a partida para a aposentadoria nem sempre desejada, depois de dezenas de anos de trabalho a que o empregado se habituara.
A última passagem pela rua onde tanto brincamos quando crianças e a passagem pela porta da casinha onde morávamos e de lá saíamos para o jogo de bola na rua ou no terreno baldio ao lado.
O último, a última vez, a saudade, o último beijo e... nada mais...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
JUIZ DE DIREITO. ERRO É PASSÍVEL DE PUNIÇÃO?
Tem-se discutido ultimamente, se o juiz pode ser levado a proceder erradamente, culposa ou dolosamente, até por falta de conhecimento profundo da matéria posta para sua elevada apreciação. Calandra, assim mesmo Calandra, que é desembargador e presidente da Associação Nacional dos Magistrado entende que não. O juiz seria um ser superior , intocável, tal como Lula considerou Sarney. Pessoas acima de qualquer suspeita, insusceptíveis de errar, mais ainda, de avançar até chegar a praticar um ato de desonestidade. Em, conseqüência, seriam intocáveis, totalmente distantes da possibilidade de terem seus atos examinados pelo órgão que foi criado e é destinado exatamente, para fiscalizar o comportamento dos órgão do Poder Judiciário, coletivos e singulares, de qualquer instância e que atende pelo nome de CONSELHO NACIONAL De JUSTIÇA, atendendo aos anseios da cidadania, endereçado para a fiscalização judiciária.
Já tive a oportunidade de dizer nesta comuna, que o CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, nasceu do clamor popular logo após a promulgação da Constituição Federal de 1988, que sempre buscou e , na ocasião, insistia com grande alarde, pela criação de um órgão fiscalizador das atividades dos juízes , fora das atividades exclusivamente judicantes, dado que , para estas há os Tribunais, evidentemente. Ficou, destarte, satisfeito a busca popular endereçada para atender a fiscalização e punição (quando for o caso,)dos órgãos judicantes.
Pois bem, na ocasião, chegaram os juristas, à conclusão no sentido de que o texto constitucional vigente, não oferecia possibilidade de sucesso jurídico, para a criação de órgão de tal natureza, de sorte que a sua criação não poderia prosperar frente ao seu indiscutível choque com o texto da Lei maior.
Considerando,,então que para tudo existe uma solução ou um remédio, o Congresso Nacional percebendo a necessidade da criação de tal órgão fiscalizador , criou, através de emenda constitucional, que tomou o n. 61, de 11 de novembro de 2009, composto de 15 membros, , assim: Presidente do STF, um ministro do STJ, um ministro do STS, um desembargador de Tribunal de Justiça, um juiz estadual, um juiz de Tribunal Regional Federal, um juiz federal, um juiz de tribunal regional do trabalho, um juiz do trabalho um membro do Ministério Público da União, um membro do Ministério Público Estadual, dois advogados, dois cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada ( at. 103-B, da C. F. seus parágrafos e alíneas)
Consta, ainda da mencionada Emenda Constitucional, que passou a integrar o texto da Lex Legum) – parágrafo 4º, inciso III – que constitui atribuição do CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, “Receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgão do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares e órgãos prestadores dos serviços notariais e de registro que atuem por delegação do Poder Público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais , podendo avocar processos disciplinares em curso e determinar a remoção , disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa.” ( art. 103-III).
Fica fora de dúvidas a competência do CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA para apurar faltas ocorridas no âmbito dos Judiciário e aplicar a penalidade cabível, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, pelos demais órgãos fiscalizadores do próprio Judiciário e resultantes de suas investigações específicas.
É, pois ,,com extrema surpresa que lemos nos jornais recentes, o Sr. Calandra ajuizar ação perante o STF procurando travar as atividades investigativas destinadas a apurar faltas de juízes visando sua punição. O Sr. Calandra entende que juiz não pode ser investigado não pode ser punido. Juiz não seria homem criado por Deus como os demais mortais, mas seria o próprio Deus. Determinado bispo, detido pela Justiça Federal no aeroporto ao embarcar em seu jatinho, para apresentação das declarações , carimbo no passaporte e demais procedimentos pertinentes, . recusou-se dizendo ser intocável por ser representante de Deus na terra .
Vejo que tem existem deuses demais nesta terra, e não só, mas também seus representantes, todos , portanto, intocáveis, sem limites de seus atos., todos perfeitos e infalíveis.
Esse proceder fere frontalmente a Constituição que determina a igualdade de todos os cidadãos perante a lei, SM uma só exceção. Ora se todos os cidadãos estão sujeitos ao ditames, o juiz não pode constituir exceção como Sarney também não é exceção, ninguém é exceção, desde que a Constituição exista para ser respeitada por todos os cidadãos
desta maltratada república Brasileira.
desta maltratada república Brasileira.
Registramos, apenas, que o repúdio às normas constitucionais não param aí: a pretensão judicialmente deduzida alcança pedido no sentido de estancar qualquer procedimento destinado a verificar a realidade da situação dos senhores juízes perante o Fisco.
Imunidade total e irrestrita. Nada de Constituição Federal.
Salvador, 23 de janeiro de 2012
Conselheiro Vitalício da OASB/Ba-Membro dos Institutos dos advogados Brasileiro e da Bahia
Euripedes Brito Cunha – ebc@britocuna.com.br
Euripedesebc.blogspot.com
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
ADEUS
A vida às vezes nos oferece uns momentos vagos, podem ser raros , é verdade, mas eles existem de vez em quando, como um presente da natureza e, nesses momentos pensamos, pensamos qualquer coisa , na própria vida com seu curso inarredável, inexorável, no trabalho, nas diversões, em nossas leituras, nas peças de teatro e nos filmes que assistimos, nos amigos, nos amores...
Lembrei – me agora dos tempos de colégio, dos colegas, e de alguns até lembrei – me dos nomes ( de pouquíssimos), da faculdade, dos que partiram para a eternidade. Dos que ainda por aqui permanecendo, aposentaram -se, adoeceram , ou “desapareceram “ sem notícias” , e nessa trilha de pensamentos ao ter na memória aqueles que despediram-se para sempre , a memória trouxe-me a palavra ADEUS, e sobre ela comecei a voltar o pensamento.
O adeus é sempre doloroso, tristonho, mesmo quando enfrentamos um adeus parcial , não definitivo, por sabermos que em tempo certo haverá o retorno do ente querido que parte.De toda sorte o adeus nunca é um momento alegre, ainda que estejamos diante de fato apenas momentâneo. É sempre um adeus.
Para mim, em minha lembrança, a cena que mais caracteriza a solidão do adeus é a presença de Hmphrey Bogard em pé na plataforma, de costas e sozinho, vestindo capa e usando chapéu, olhando o trem partir e aumentar a velocidade a cada instante até desaparecer sobe os trilhos. O homem em pé não se move, mesmo após a composição sumir por trás das montanhas. É a figura materializada, do adeus!
A dor do adeus apresenta-se com duas faces: aquela voltada para a pessoa que parte e a outra que se estampa no semblante e na alma da pessoa que fica. Para esta , certamente , a partida é mais dolorosa porque permanece participando das mesmas coisas e com as mesmas pessoas com as quais vivia juntamente com a pessoa querida que se ausentou. E quem viajou encontrará novas amizades, novas ocupações, (quiçá novos amores ) , e enfim, coisas , situações nova que ajudarão esquecer o passado , por certo, não de todo , mas atenuando a dor da falta do ambiente amigo ou familiar , pessoas , coisas e atividades deixadas para o passado.
O homem em pé não se move durante um tempo , mesmo após o desaparecimento do comboio, como se procurasse fazer desaparecer a amargura do adeus. Passado um tempo, ele dá meia volta e dirige-se em direção contrária àquela seguida pelo trem , caminha lentamente e encontra as escadas que levam ao rés do chão , misturou-se na multidão e desapareceu.
O pior adeus é aquele inexorável, inafastável, eterno. Mesmo sabendo-se de sua vinda, mais dia menos dia, para os jovens e para os velhos, é o adeus em que aquele que se despede nunca ( ou muito dificilmente) tem a oportunidade da despedida. É o adeus definitivo, sem volta, sem retorno, sem a chance de um até mais ver, até um dia...é a despedida final. Mas , tal como ocorre com outros fatos da nossa vida, embora se, nos conformarmos com eles, somos impotentes para altera –los e , muito menos , para impedi –los.
ADEUS, talvez eu seja um melancólico , abordar assunto até doloroso numa crônica destinada à publicação inicial em um blog. Mas, ainda, assim, é um tema sempre presente em nossas vidas, queiramos ou não.
Então, posso encerrar estas palavras com um até breve, não com um ADEUS, felizmente.
Até mais.
Euripedes Brito Cunha -13.12.011.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
GREVE E RESPEITO AO DIREITO ALHEIO
A greve e o lok-aut são direitos à paralisação do trabalho, no primeiro caso, a ser exercido pelo empregado e, no segundo, pelo empregador, constituindo-se ambos como exercícios democráticos, a serem praticados num Estado Democrático de Direito,o que importa dizer , também, numa prática educada e respeito ao direito do próximo.
Diante desse breve conceito que realmente alinhavado, elaborado ao sabor do sofrimento próprio , dos colegas e dos clientes, sobretudo dos mais pobres, verifica-se que a ausência imotivada do trabalho na Justiça Obreira, chega a mostrar uma faceta não só ilegal , inconstitucional e desumana, mas que pode atingir as raias de uma prática criminosa , levada a efeito justa e incompreensivelmente, na atividade mais nobre e civilizada que pode haver, que é a JUSTIÇA.
E porque alcança os raios criminosos? Por ser um movimento abusivo, que poderia ser e deveria ser , precedido de uma provocação junto à própria Justiça Federal, perante o respectivo tribunal, mas a prepotência assim não permite , sustentando a vontade exclusiva dos grevistas . A Justiça., ora a Justiça...A Justiça é nossa vontade, é nosso querer , e quem vai ousar enfrentar-nos? Os advogados nos temem, pois sabem que não terão (e já não têm bom atendimento, merecem desprezo e desatenção e pronto) e manifestando – se contra o absurdo movimento paredista, a coisa será pior ainda. Então morra de fome quem quiser, tendo os seus processos paralisados mesmo com dinheiro já depositado e até liberado, fechem escritórios de advocacia e vão vender banana na feira, ora essa....
Senhores, trabalho há 53 anos na Justiça do Trabalho, venho pois, da época em que imperava o respeito mútuo e a educação, jamais ouviu-se falar em revê judicial .Acho e sempre achei, que todos os trabalhadores devem ganhar bem (e sabemos , todos sabem que a justiça do trabalho é bem remunerada e deve ser mesmo), mas se os seus servidores querem mais direitos e dinheiro procurem como toda a população brasileira, a Justiça para ver seus direitos acolhidos, ou feche – se o Judiciário trabalhista.
Pergunta-se , para que está servindo o Judiciário Trabalhista? Resposta, para prender o dinheiro dos miseráveis, necessitados, atrapalhar a vida do pais , ter servidões que não trabalham e ganham remuneração, ajuda de custo alimentação ajuda de custo transporte e tudo isto sem precisar trabalhar, mas só precisando atrapalhar a vida dos que trabalham, dos que acreditaram na Justiça.
Crime por não cumprirem seu dever recebendo dos cofres públicos todas as vantagens sem a necessária retribuição sem cumprir o dever de trabalhar.trabalho
Curioso e estranho que a Justiça do Trabalho obrigou os grevistas dos Correios a voltarem ao trabalho ou perderem o salário e ainda pagar os dias parados, adotando o mesmo procedimento com bancários, mas parece que os serventuários judiciais constituem, uma casta superior e intocável.
Escreve alguns artigos enfocando temas exclusivamente jurídicos sobre a maldita greve, mas é chegado o momento de deixarmos a juridicidade inoperante de lado e atacarmos o problema de frente e como ele merece. Seio que de nada adiantará, mas mostra ao menos que não,abaixamos a cerviz. Num pais em que a morte, o assassinato nas ruas transformaram-se em rotina, mais um crime , menos um crime, não chama nenhuma atenção.
Não creio em nenhuma solução, a não naquela pensada há alguns anos, antes da Emenda Constitucional 45, quando a Justiça do Trabalho estava mal das pernas e próxima de ser absorvida pela Justiça Comum e , em então lutou desesperadamente para sobreviver com a ampliação de sua competência.
Conseguido o objetivo, então ora, vamos à greve, trabalhar, pra que?
Hoje inconformados com o protesto dos advogados, estes só faltaram ser agredidos fisicamente pelos prepotentes grevistas. Um absurdo, Um crime mesmo , crime de agressão.
Gente, só rezando, para quem não é religioso, não tenho conselho a dar.
Salvador,01 de dezembro de 2011
Euripedes Brito Cunha-Cons. Vitalicio da OAB.
ebc@britocunha.com.br ( euripedesebc. glogspopt. com)
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
NOVA PRESIDENTE DO TRT 5 – BAHIA
Pessoa de trato gentil, juíza equilibrada, estudiosa, dona de longa e brilhante careira jurídica, tomou posse ontem à noite, dia 07, no destacado cago de Presidenta do Egrégio Quinto Tribunal Regional do Trabalho, a Desembargadora VÂNIA CHAVES. Para ela e para o seu grupo diretor da prestigiosa instituição judiciária trabalhista, as melhores felicitações e o firme e solene desejo de uma administração seja plena de grandes realizações em favor da interpretação e aplicação do Direito do Trabalho, situações, aliás, das quais não duvidamos.
O momento, entretanto, somos obrigados a reconhecer, é difícil.Enfrentará a Desembargadora VACIA CHAVES, com seu sereno proceder, uma greve que já avança pelo sexto mês,e, certamente, como tem ocorrido nos últimos tempo, será emendada com o próximo recesso do Judiciário, alvo seu maior.
Sabemos todos, até porque a ninguém é dado ignorar a lei, que a greve no Serviço Público, especialmente nos séricos essenciais como é a Justiça, não pode determinar a paralisação dos trabalhos, face mesmo à sua essencialidade, sob pena de até considerar-se um serviço desnecessário, prescindível, e não tratar-se de uma atividade constitucionalmente prevista e traduzida no exercício da Jurisdição, cuja finalidade única é, exatamente fazer valer a lei e aplicar a Justiça.
Mas, pergunta-se, fazer valer a lei, interpreta - la e aplicar a justiça como? De braços cruzados? Sem atender advogados que são indispensáveis ao funcionamento da Justiça, (ao menos na Constituição) e partes?
Eis um fato relevante: um advogado procurou ver os autos de uma reclamação na qual representa, com procuração, ele alguns reclamantes ( trata-se de uma ação plúrima dividida em alguns grupos e cada grupo dispõe de um advogado). Pois bem, o impoluto servidor disse que não permitia a vista e muito menos a carga “ porque não está correndo nenhum prazo a ser cumprido”, ignorando o direito de o advogado ter direito a vista dos autos, neste caso, fora do Cartório para providências que ele deve saber quais sejam. Além disso, acrescentou,tem despacho nos autos ainda não publicado, e nem pode ser publicação por causa da greve; a situação que seria resolvida com a ciência, na hora do referido despacho. Mas a greve não permite.
A GREVE!!!!!! Absolutamente inconstitucional, porque fere o direito fundamental do cidadão do livre acesso à Justiça e mais, impede o exercício da jurisdição pelo Poder Judiciário, também direito fundamental da cidadania.
A garantia do livre acesso à Justiça e do direito de obtenção de um pronunciamento do Poder Judiciário sobre a sua pretensão, constitui por igual um direito fundamental ao qual o Poder Judiciário não pode fugir. E mais, ainda que lei não exista a respeito do pleito deduzido, o Juiz há de emitir sua decisão a respeito.
Pois bem, com o advento grevista, o Judiciário sem poder caminhar, o cidadão vê-se privado de ter o seu direito reconhecido ou rejeitado, mas apreciada e decidida a sua pretensão.
Verifica-se, portanto, sem dificuldade a mais escancarada ilegalidade da greve judicial.
Mas há curiosidades que merecem ser enfocadas: os grevistas recebem salários e penduricalhos, recebem auxilio alimentação (!!!!) e auxílio transporte para o passeio não sei de onde para onde.
E mais, com o inconformismo dos advogados e das partes, que ficam à míngua, a mau tratamento de parte dos funcionários, verdadeiros e respeitáveis portadores enorme , de cultura jurídica, os advogados ficam proibidos até de ter acesso aos autos.
Devo confessar que é com enorme pesar que vejo - me na obrigação de fazer estas abordagens no albor de uma nova e admirável administração judiciária trabalhista em nossa região, permitindo-me apenas lembrar que a Justiça determinou o fim da greve dos Correios e obrigou os empregados a repor os dias de falta o mesmo fazendo com bancários. Já com os seus funcionários. Esperemos e confiemos no futuro.
Vale apenas acrescentar que, situações como a agora vivida e até a Emenda 45, era projeto e desejo da comunidade acabar com a Justiça do Trabalho, que seria absorvida pela Justiça Comum, o que encontrou ferrenha e compreensível resistência do Judiciário culminando com a referida Emenda Constitucional45, que ampliou o que de sua competência, já em seguida minimizada em razão da elevação do número de demandas na sua área.
Diante dos fatos descritos, com férias de sete meses por ano,, valeu o sacrifício? Para os servidores, certamente, sim. Para os necessitados de Justiça? Para os advogados quer vivem da labuta nos seus pretórios?
Enfim, rezemos pois Deus proverá, como dizia minha velha e sábia mãezinha.E Repito, para a nova Mesa Diretora da Casa da Justiça Trabalhista, peço a ajuda divina até porque sei que a humana terão sempre, a pessoal e a dos advogados e jurisdicionados, maiores interessados em seu sucesso.
Salvador, 08 novembro de 2011.
Euripedes Brito Cunha-ebc@britocunha.com.br / euripedesebc.blogspot.com
Cons. Vitalício da OAS/BA.
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